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Às boas novas.
pregar o evangelho a toda criatura.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
CREDO DA ASSEMBLÉIA DE DEUS
CREDO DA ASSEMBLÉIA DE DEUS
No que cremos
1) Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho
e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29).
2) Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé
normativa para a vida e o caráter cristão (2 Tm 3.14-17).
3) Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em
sua ressurreição corporal dentre os mortos e sua ascensão vitoriosa aos céus
(Is 7.14; Rm 8.34 e At 1.9).
4) Na pecaminosidade do homem que o destituiu da glória de Deus, e que
somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo
é que pode restaurá-lo a Deus (Rm 3.23 e At 3.19).
5) Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo
poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno
do Reino dos Céus (Jo 3.3-8).
6) No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna
justificação da alma, recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício
efetuado por Jesus Cristo em nosso favor (At 10.43; Rm 10.13; 3.24-26 e Hb
7.25; 5.9).
7) No batismo bíblico efetuado por imersão do corpo inteiro uma só vez em
águas, em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o
Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19; Rm 6.1-6 e Cl 2.12).
8) Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa
mediante a obra expiatória e redentora de Jesus no Calvário, através do poder
regenerador, inspirador e santificador do Espírito Santo, que nos capacita a
viver como fiéis testemunhas do poder de Cristo (Hb 9.14 e 1Pd 1.15).
9) No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a
intercessão de Cristo, com a evidência inicial de falar em outras línguas,
conforme a sua vontade (At 1.5; 2.4; 10.44-46; 19.1-7).
10) Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à
Igreja para sua edificação, conforme a Sua soberana vontade (1 Co 12.1-12).
11) Na Segunda Vinda pré-milenial de Cristo, em duas fases distintas.
Primeira - invisível ao mundo, para arrebatar a Sua Igreja fiel da terra, antes
da Grande Tribulação; segunda - visível e corporal, com Sua Igreja glorificada,
para reinar sobre o mundo durante mil anos (1Ts 4.16. 17; 1Co 15.51-54; Ap
20.4; Zc 14.5 e Jd 14).
12) Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo, para
receber recompensa dos seus feitos em favor da causa de Cristo na terra (2Co
5.10).
13) No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis (Ap
20.11-15).
14) E na vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis, e de tristeza e
tormento para os infiéis (Mt 25.46).
terça-feira, 10 de abril de 2012
hebraico (עברית)
MSB STUDIES HEBREW
HEBRAICO
עברית
Mauricelio Basílio
27/3/2012
Eu crie esta apostila especialmente para as pessoas que têm curiosidades sobre o idioma hebraico em que foi escrito quase toda a bíblia, mais, não tem condições financeiras ou quem as ensinem, passo muito tempo estudando e pesquisando na internet e fazendo cursos, por isso, quero compartilhar com você, que não tem a oportunidade de estudar, é uma apostila básica apenas tirando algumas dúvidas sobre o idioma.
Todo conhecimento pertence a Deus como Salomão diz no livro de provérbios cap. 2 vv. 6-7: “porque o Senhor dá a sabedoria, e de sua boca vem o conhecimento e o entendimento”. “Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos, escudo é para os que caminham na sinceridade.”
Ao longo de minha vida eu tenho buscado servir a Deus e tentar fazer sua vontade, nem sempre, isso é possível, mais quando buscamos e nos esforçamos conseguimos encontrar e descobrir nosso verdadeiro propósito, Deus tem um plano para cada um de nós, embora, na maioria das vezes achamos que isso não serve para nossas vidas, mais o propósito de Deus tem que se cumprir em nossas vidas.
Isto foi algo que eu não quis entender, por isso, tive que passa por algumas provações para compreender, que nossas vontades e desejos nem sempre trarão o melhor pra nossas vidas, mais sim, o que Deus Tempra nós é o importante, se você tem um dom, seja de cantar, orar, tocar, ministrar seja qual for seu dom, siga-o, pois, foi para isso que Deus te designou e capacitou você.
O espírito nos capacita segundo sua vontade, tanto no agir, tanto no efetuar, para o propósito que Ele nos chamou. Então, exerça seu dom não olhe para o dom dos outros, busque sua capacitação naquilo que Deus te chamou.
Bem eu tenho estudado me dedicado e me esforçado no aprendizado deste idioma, ai longo de minha vida, como é uma língua difícil falta professores e lugares para o estudo, decide criar esta apostila para ajudar você que estuda a bíblia, e tenta entende-la. Quando lemos a bíblia no original tanto Grego quanto hebraico é um novo horizonte que surge em nossa mente, ou seja, estamos lendo como ela foi escrita no idioma original, isso faz toda a diferença, não estou dizendo que as traduções em nosso idioma estejam erradas, longe disso, mais é outra visão das sagradas escrituras que estamos lendo, a língua que os profetas falaram, os apóstolos falaram, vou dar dicas sobre o Aprendizado do idioma, escrita e pronuncia de algumas palavras, espero que isso ajudem vocês em seus estudos.
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O alfabeto hebraico é composto de 22 letras sendo duas sem som, isso mesmo, sem som. O alfabeto hebraico não possui vogais apenas consoantes, por isso, dizemos que ele é consonantal, quando o hebraico caiu em declínio como língua falada os massoretas que eram escribas experientes criaram pontos que representam os sons das vogais, apenas representam as vogais, não são vogais.
Abaixo segue a tabela com o alfabeto hebraico, letras, pronuncias, nomes e significados
Letra Final Letra Som Nome
א Gutural leve (sem som) Aleph (boi)
ב, בּ B, V Beit (casa)
ג G Guimel (camelo)
ד D Dalet (porta)
ה H Hei (grito)
ו V Vav (Gancho)
ז Z Zayin (arma)
ח Ch (som de R raspando a garganta) Cheit (tufo) (Leia "RReit")
ט T Teit (cobra)
י Y Yod (mão)
ך כ, כּ K, Ch (O "k" é normal, o "ch" também é "R" raspando a garganta Kaph (palma)
ל L Lamed (laço)
ם מ M Meim (água)
ן נ N Nun (peixe)
ס S Samech (apoio)
ע Gutural forte (sem som) Ayin (olho)
ף פ, פּ P, F Pei (boca)
ץ צ Ts Tsadey (gafanhoto)
ק Q Koph (macaco)
ר R Reish (cabeça)
שׁ, שׂ S, Sh Sin Shin (dente)
ת T Tav ou tau (cruz)
Às vezes, escrevemos uma palavra hebraica com nossas letras, isso se chama transliteração. Lembre-se que sempre que você ver "ch" transliterado do hebraico isso não deve ser lido como "X" em "chamado", mas deve ser lido como um "R" forte, raspando-se a garganta. Por exemplo, a palavra hebraica "chazaq" (חזק) não deve ser pronunciada como "xazaq", mas sim como "razaq", rapando a garganta no "R". Também a palavra "melech" (מלך) não deve ser lida como "melek" ou "melexi", mas sim como "meler", raspando a garganta no "R".
As consoantes aleph (א) e ayin (ע) não possuem som algum.
A consoante ג que possui som de "G", jamais deve ser lida como "ge", "gi" do português como em "Geraldo", "Girafa", mas deve sempre ser lida como "gue", "gui", parecido com a "get" do inglês.
Repare na tabela de consoantes, que existe uma coluna chamada "Letra Final". Essa coluna mostra as consoantes que possuem uma forma diferente no final da palavra. Por exemplo, na palavra מים (pronuncia-se maim), a primeira letra é a consoante "meim", e a ultima também é "meim", porém sua forma é diferente por estar no fim da palavra.
As letras ע, ח, ה, א são consideradas guturais, por que eram originalmente pronunciadas dentro da garganta. Também a consoante ר é considerada gutural às vezes.
As letras א e ע pra nós não tem som mais para os falantes nativos do hebraico tem som, mais nenhum ocidental consegue fazer e nem percebe quando eles fazem, então, pra todos os efeitos elas não possuem sons
Vão algumas dicas sobre o idioma, o hebraico é escrito da direita pra esquerda e lido da mesma forma, nunca devemos ler uma palavra de outro idioma como se estivéssemos lendo uma palavra da nossa língua, mesmo que haja semelhança na escrita, mais a pronuncia é diferente, o hebraico é uma língua semítica, uma das línguas mais antigas do mundo e ainda falada no estado de Israel, há diferenças entre o hebraico bíblico e o hebraico moderno mais a regra da língua é a mesma.
Vou escrever algumas palavras em hebraico com pronuncia e tradução:
Elohim ivarech otách
Deus te abençoe
אלוהים יברך אותך
Elohim ivarech Otchá (f)
Deus te abençoe
אלוהים יברך אותו
Elohim ivarech Otô
Deus abençoe a ele
אלוהים יברך אותה
Elohim ivarech Otá
Deus abençoe a ela
אלוהים יברך אותנו
Elohim ivarech Otanu
Deus abençoe a nós
אלוהים יברך אתכם
Elohim ivarech Etechem
Deus abençoe a você
אני מאמין
Ani maamin
Eu acredito
אני לא מאמין
Ani lo maamin
Eu não acredito
אני מאמין באלוהים
Ani maamin beelohim
Eu acredito em Deus
Agora que você já viu o alfabeto quadrático e o cursivo, as vogais e as semi-vogais, está na hora de aprender a ler e a escrever.
Repare que coloquei acima os alfabetos e ao lado as vogais, para que você possa fazer uma rápida consulta, caso tenha esquecido o significado de alguma letra.
Em primeiro lugar é importante lembrar que a lógica da escrita é totalmente diferente da nossa, e que as vogais são apenas uma ajuda para os que estão aprendendo o idioma, pois não há vogais em hebraico.
Lembre-se também que o hebraico é escrito da direita para esquerda, ou seja, o contrário da nossa direção.
Vamos começar por um nome que não teremos problemas para escrever com as letras hebraicas: CARLOS.
Vamos colocar primeiro a letra "C". Para produzir o som de "C", vamos usar a letra kaph (k).
É necessário colocar um ponto dentro do kaph, sem o ponto esta letra tem som de "ch", "ch" no hebraico é um "r" raspando a garganta.
Até agora, temos a letra "C" do nome "CARLOS":
Nome: K
Vamos agora acrescentar a vogal "A", para escrevermos "CA".
As vogais são pontos acima, abaixo ou ao lado das consoantes. A vogal "A", é chamada patah e representa-se por um risco abaixo da consoante.
agora, já temos a sílaba "CA": (repare o risco abaixo do K, que representa a vogal "A".)
Nome: K;
Vamos agora acrescentar a consoante "R". No hebraico o som de "R" é representado pela letra resh (r).
No nome "CARLOS", a consoante "R" não tem vogal. No hebraico, quando uma consoante não tem vogal, é necessário colocar um shevá (que são os dois pontos verticais abaixo da consoante: b.). O shevá indica que a consoante não tem vogal.
Temos então agora "CAR":
Nome: r.K;
Agora, acrescentando o "L" temos "CARL":
Nome: lr.K;
Temos que colocar agora a cosoante "O". Como não há vogais no hebraico, as vezes é utilizado a consoante "V" (vav, no hebraico) para produzir o som de "O".
Por exemplo, para escrever "BO", é utilizado "BV".
O problema, é que "BV", pode ser "BO" ou "BU". Por isso, para produzir som de "O" é utilizado o "V" (no hebraico w) com um pontinho em cima, assim: A. E para produzir o som de "U" é utilizado o "V" com um pontinho no meio, assim W.
Então, "BO" seria assim: AB
E "BU" seria assim: WB
Sendo assim acrescentando o "O" temos "CARLO":
Nome: Alr.K;
E por último, simplesmente acrescentamos o "S", resultando em "CARLOS":
Nome: sAlr.K;
Repare que, apesar de o "S" não possuir vogal, como o "R", não acrescentamos o shevá ao "S", porque o "S" está encerrando a palavra. Não é necessário colocar shevá na última letra da palavra.
Precisamos aprender também a escrever "CARLOS" com o alfabeto cursivo.
Compare a escrita de CARLOS no quadrático e no cursivo:
Quadrático: sAlr.K;
Cursivo:כַּרְלוֹס
Exercício: Repare a simplicidade do alfabeto cursivo. A "beleza" fica por conta do alfabeto quadrático, usado somente em jornais, revistaetc... O alfabeto cursivo é simples porque é com ele que escrevemos a mão.
Copie "CARLOS" dez vezes em uma folha de papel usando o alfabeto cursivo.
Vamos agora escrever "Maria" em hebraico.
O nome "Maria" vai nos ensinar uma coisa nova por causa do "a" que está no final do nome.
Como já sabemos como utilizar as vogais, vamos escrever "Mari":
Nome: yrIm;
Repare que destaquei a sílaba "ri" em azul. Fiz isso para você notar que a letra "i" é representada por dois símbolos: o pinguinho abaixo do re a letra hebraica yod (y) na frente do mesmo.
Já temos "Mari" escrito acima, vamos agora colocar o "a", que será o risquinho abaixo da letra y:
Nome: y:rIm;
Acima, o nome "Maria" já está completo. Só há um problema. Quando em hebraico a palavra ternina em "A" ou "E" ela geralmente é encerrada com um "H". Isto porque quando escrevemos sem as vogais, o "H" é que vai indicar a presença do "A" ou do "E" no final da palavra.
Por isso, acrescentando o "H" ao final, "Maria" deve ficar assim:
Nome: hy:rIm;
Veja este mesmo problema do "H" no nome "Bruna"
Nome: hn:WrB.
E novamente no nome "Daiane":
Nome: hn,y:d:
Espero que esta apostila ajude vocês em seus estudos qualquer dúvida você pode visitar o meu blog, lá tem muitos assuntos interessantes.
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Que Deus em Cristo nos abençoe.
חסד האדון ישוע המשיך ואהבת האלהים והתחברות ברוה הקדש עם כלכם
A graça do Senhor Jesus Cristo e o amor de Deus e a comunhão do espírito santo sejam convosco.
terça-feira, 27 de março de 2012
Apocalipse, a revelação de Jesus Cristo
Lição 01
APOCALIPSE, A REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO
Texto Áureo: Ap. 1.3 – Leitura Bíblica: Ap. 1.1-8
Prof. José Roberto A. Barbosa
www.subsidioebd.blogspot.com
Twitter: @subsidioEBD
INTRODUÇÃO
Estamos iniciando mais um trimestre na Escola Bíblica Dominical. Desta feita, estudaremos, a partir das Lições Bíblicas – CPAD, As Sete Igrejas do Apocalipse. Trata-se de lições focadas na eclesiologia, ainda que tenha um fundo escatológico. A igreja evangélica se encontra em situação de crise, por esse motivo, o estudo a respeito da igreja é fundamental, tendo por base a Palavra de Deus a fim de reencontramos o caminho perdido. Na lição de hoje estudaremos a respeito do livro da Revelação de Jesus Cristo, o Apocalipse, a fim de contextualizarmos as Sete Igrejas que serão estudadas nas próximas lições.
1. APOCALIPSE: AUTORIA, DATA E PROPÓSITO
Equivocadamente alguns cristãos se referem ao Apocalipse como de João, no entanto, se trata da “Revelação de Jesus Cristo, a qual (‘Deus lhe deu’). Cristo recebeu de Deus essa Revelação e a encaminhou através do Seu anjo (Ap. 22.16) a João, que se encontrava preso na ilha de Patmos (Ap. 1.9), situada a 80 quilômetros sudoeste de Éfeso, para que ele a transmitisse para a Igreja. O autor do livro se apresenta simplesmente como João (Ap. 1.1; 1.4; 21.2; 22.8). As igrejas da Ásia o conheciam a quem chama de irmão, com quem partilha as tribulações do reino e da perseverança (Ap. 1.9). A evidência externa aponta para a autoria de João, o autor do quarto evangelho. Já no ano 150 d.C., Justino Mártir aceitava a autoria joanina, o mesmo fez Irineu, por volta de 200 d. C. Alguns teólogos veem dificuldade para relacionar a autoria do Apocalipse com a do autor do quarto evangelho, isso porque a linguagem do Apocalipse, diferentemente da do Evangelho, é brusca e apresenta irregularidades gramaticais e sintáticas. Os estudiosos ortodoxos reconhecem, no entanto, que o Apocalipse teria sido escrito por um amanuense ou secretário, algo comum naqueles tempos (Rm. 16.22). Sendo assim, João, o discípulo amado que pertencia ao ciclo íntimo de Jesus (Jo. 21.10,24), teria ditado o evangelho a um discípulo, enquanto o Apocalipse está no seu grego comum de hebreu. A tradição eclesiástica atribui a possibilidade desse livro ter sido escrito entre os anos de 81 a 96 d. C, quando Domiciano era imperador de Roma. O gênero do livro é profético, já que o próprio termo “Apocalipse”, vem do grego apokalypsis, cujo significado é revelação, desvelamento e abertura. Essa revelação é dirigida às igrejas do primeiro século em sete cidades da província romana da Ásia (Ap. 1.4,11), que representam todas as igrejas, de todas as épocas (Ap. 2.7,23). Tais igrejas estavam sendo ameaçadas por falsos ensinamentos, tal como o dos nicolaítas (Ap. 2.5,15), pela perseguição (Ap. 2.10,13), pelo comprometimento com o paganismo, idolatria e imoralidade (Ap. 2.14,20,21) e pela complacência espiritual (Ap. 3.1-3,15-17).
2. APOCALIPSE: ESTRUTURA E TEMAS ABORDADOS
No livro do Apocalipse os cristãos são chamados à fidelidade em meio a uma guerra cósmica contra Satanás e o pecado, na medida em que aguardam a vinda de Jesus. A estrutura do livro é facilmente identificada, depois de um capítulo introdutório, encontramos quatro séries de sete: sete cartas (Ap. 2,3), sete selos (Ap. 5.1-8.1), sete trombetas (Ap. 8.2-11.19) e sete flagelos (Ap. 15.1-16.21). Essa quatro séries estão intercaladas com diversos interlúdios que interrompem o fluxo da narrativa e que não pertencem à sequência da série de setes. O livro é concluído com o julgamento final da Babilônia, a civilização apóstata, e a vitória final do Reino de Deus, por ocasião da descida da Jerusalém Celestial (Ap. 17-21). A estrutura do livro pode ainda ser demarcada por quatro visões, cada uma delas iniciada com o convite: “Vem e vê” (Ap. 1.9; 4.1; 17.1; 21.9). A primeira visão mostra Cristo, o Revelador Glorificado, em seguida, as sete cartas às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia. A segunda visão trata a respeito do Trono Celestial, os sete selos, o interlúdio das duas multidões, o sétimo selo, as sete trombetas, as seis trombetas, o interlúdio do anjo e o pequeno livro, a medição do templo e as duas testemunhas, em seguida, a sétima trombeta, com outro interlúdio, revelando o Dragão, a Mulher e seu Descendente, as Duas Bestas, as visões de consolo e os sete flagelos. A terceira visão apresenta o mistério da Babilônia, seu julgamento, o triunfo e a consumação final com as bodas do cordeiro, a vinda gloriosa de Cristo, a batalha entre Cristo e o Anticristo, a prisão final de Satanás e da Morte, e a Nova Criação. A quarta visão se dá com a manifestação da Jerusalém Celestial. O livro termina com um Epílogo, no qual traz um conjunto de exortações e afirmações, relacionadas, que dão credibilidade à profecia, asseguram a certeza da vinda de Cristo e solicita aos leitores para que guardem as palavras proféticas.
3. APOCALIPSE: ESCOLAS DE INTERPRETAÇÃO
A interpretação do livro do Apocalipse difere, dependendo da escola, isto é, dos elementos exegéticos adotas por um determinado grupo de estudiosos. Ao longo da história, destacamos o surgimento de quatro movimentos interpretativos em relação ao Apocalipse: 1) Historicismo – compreende a ordem literária das visões, principalmente as que se encontram entre os capítulos 4 a 20.6 do livro como símbolos da ordem cronológica de eventos históricos sucessivos desde a igreja apostólica até o retorno de Cristo, com a nova terra e céu. Tais capítulos se refeririam, assim, aos períodos patrístico, medieval, da Reforma, e às eras da igreja moderna, anterior ao milênio (Ap. 20.1-6) e a segunda vinda de Cristo (Ap. 20.7-22.5); 2) Futurismo – trata da ordem das visões em referência à ordem particular dos eventos históricos, associando os capítulos 4 a 22 a eventos que acontecerão no futuro, distante dos leitores de João e das Igrejas da Ásia. Para os futuristas, os eventos que acontecerão incluem um período de sete anos de tribulação intensa (Ap. 6-19), seguida de milênio literal (Ap. 20.1-6) no qual a Igreja reinará na terra com Cristo antes da ressureição geral e da inauguração do novo céu e da nova terra (Ap. 20.7-22.5); 3) Preterista – argumenta que a maioria das visões do Apocalipse já aconteceu em um passado distante, por ocasião dos primeiros anos da igreja cristã. Para eles, Ap. 1 a 3 se referem às igrejas do primeiro século; 4 a 11 à queda de Jerusalém (70 d.C); 12 a 19 à queda de Roma no Século IV; o milênio seria o restante do período patrístico, a igreja medieval, a Reforma e as eras da igreja moderna; e 4) Idealismo – concordam com os historicistas que as visões do Apocalipse simbolizam conflitos entre Cristo e a Sua igreja de um lado, e Satanás e o Mal do outro, da era apostólica até a segunda vinda de Cristo. No entanto, os idealistas afirmam que a ordem dos eventos não se refere a uma sequência temporal (cronológica), antes encontram expressão das lutas da igreja em curso na perseverança da fé no presente. A narrativa de Ap. 4 a 19 diz respeito, para os idealistas, a cada época da igreja, todas elas experimentam os embates contra as forças que se opõem a Cristo, e que, por outro lado, incitam a igreja à perseverança.
CONCLUSÃO
João, o apóstolo autor do quarto evangelho escreveu o Apocalipse enquanto se encontrava preso na ilha de Patmos (Ap. 1.1), antes do ano 96 d. C., que recebeu, de Jesus, a revelação das coisas “que brevemente devem acontecer”. Neste livro temos uma previsão de como tudo termina e como será o futuro da igreja, daqueles que permaneceram fiéis diante das palavras encorajadoras reveladas por Jesus expressas por João ao longo do Apocalipse. Apesar de tudo, há esperança, pois o pecado não mais persistirá, o reino das trevas será vencido, teremos comunhão com Cristo na eternidade, e reinaremos com Ele para sempre (Ap. 22.5), mas todos aqueles que têm essa esperança devem se purificar assim como Ele é puro (I Jo. 3.3).
BIBLIOGRAFIA
LADD, G. Apocalipse: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1980.
SILVA, S. P. Apocalipse: versículo por versículo. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
Eu baixei este comentário da nova lição do trimestre sobre outra visão, mais o se3ntido é o mesmo, vc deixar seu cometário se quiser.
segunda-feira, 26 de março de 2012
domingo, 19 de fevereiro de 2012
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